Expericência internacional

E aí, pessoal! Tudo bem?

Me ausentei por uns dias, mas agora estou de volta… Eu não sei ao certo que rumo dar a esse blog. Antes pensei em fazer alguma coisa legal relacionada ao meu trabalho, hoje eu acho que quero isso aqui como um diário. Não sei, sou confusa, sou libriana, logo, indecisa…

Hoje eu resolvi postar sobre a minha experiência internacional. Depois de 32 anos finalmente fui para o exterior, fiz um tour rápido por alguns países da Europa. Tudo isso foi muito bom e muito ruim ao mesmo tempo e é isso que eu vou tentar explicar aqui.

Eu sempre fui apegada a família. Minha família sempre veio antes de tudo na minha vida e acho que isso não vai mudar. Eu jamais conseguiria deixar minha mãe por 10 dias para fazer uma viagem. Já fiz algumas mais curtas e que foram um dilema do caramba. Mas e agora? Eu não tenho mais mãe… Ano passado Deus foi super bacana eu resolveu tirá-la do meu lado. Eu juro que pensei que meu objetivo na vida seria cuidar da minha mãe até ela ficar bem velhinha, que tivesse que empurrá-la na cadeira de rodas, que tivesse que dar comida na boca, mas eu estava errada… Eu não sei porque Deus resolveu tirá-la de mim. Não sei porque Ele permitiu que ela sofresse tanto antes de partir. São tantos porquês sem respostas…

Então dia 21/02/2017 joguei tudo para o alto e embarquei nessa aventura. O que poderia acontecer? Surtar dentro do avião? Com os remédios que tomo ficaria bem difícil isso acontecer e nada que uma dose de vinho Italiano não resolvesse também. Seria tomar um copo e apagar até Roma, onde pegaria minha conexão para Londres.

Tudo correu como previsto, foi uma viagem tranquila, não precisei utilizar do álcool para me dopar e prosseguir viagem, cheguei em Roma relativamente bem, mas no dia 22, onde completava 8 meses da partida da minha mãe. E onde eu fui? Para o Vaticano ver o Papa. A angústia no peito foi tão grande. Eu não consigo explicar a mistura de felicidade com tristeza que senti ao estar fora do meu país, conhecendo um local que era meu sonho, mas não ter a pessoa mais importante da minha vida ao meu lado para compartilhar tudo. Quando a ficha caiu a sensação foi de ter pulado de um abismo enorme onde não chegava no chão nunca… A tristeza foi instantânea. Será possível? To realizando um sonho e até aqui eu vou sofrer? Quem ama sofre…

Respirei fundo, dei mais uma volta e parti para o aeroporto para pegar a conexão para Londres. Cheguei tarde e fui direto para o hotel. Estava cansada, mas aquele sentimento ruim sempre dava nó na minha cabeça. No dia seguinte tinha Big Ben, London Eye, Madame Tussauds e o Palácio de Buckingham. Nos outros dias Paris, Bruxelas e Amsterdam. Eu não podia me abalar, então levantei, vesti a roupa mais quente que eu tinha e fui rodar por Londres e pelos outros países que estavam no roteiro. Foi uma experiência “legal”, mas tudo, absolutamente tudo, me ligava a minha mãe. Ver e não poder compartilhar… “Ah, mas ela está sempre ao teu lado”, “Ah, mas ela sempre estará olhando por você”, “Ah, mas ela sempre estará contigo”. CALA A BOCA! CALA A PORRA DA BOCA! Nada do que você disser vai mudar o que eu sinto, então me deixem em paz! Eu estou sofrendo por uma perda, eu vou continuar sofrendo por essa perda e nada do que me disserem vai mudar isso. Por mais que todos tenham razão e eu não. Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia.

Resumindo tudo, foi uma experiência legal. Eu acho que consigo me virar sozinha no exterior, apesar de não ter ido sozinha. Consegui me comunicar quando era necessário, consegui perguntar, consegui comprar… Em todos os países eu consegui dar meu jeito, principalmente quando passava na imigração. As perguntas foram respondidas, as dúvidas foram tiradas. Para sair de Londres fui revistada de cabo a rabo pela segurança que me pediu desculpas por ter que me revistar. Eu disse a ela: Don’t worry! Do what you have to do! It’s your job! E foi legal ouvir um thank you da parte dela. As pessoas foram simpáticas e receptivas e se você não conseguir formar a frase completa eles te ajudam de alguma forma e você se comunica. Quem tem boca vai a Roma, a Londres, a Toronto, quem tem boca vai a qualquer lugar.

 

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