Uma mulher precisa se apaixonar

Olá, pessoas!

Começando as atividades de 2017 no Blog com um pouco de atraso. Na verdade nada tem me chamado atenção para escrever sobre, então prefiro me calar. Se for pra ficar escrevendo besteiras, melhor nem perder tempo. Esse post, na verdade, é um desabafo. Óbvio que a internet não é o melhor meio para se fazer isso. Bom mesmo é o famoso “Face to face”, mas quando falta coragem a internet ajuda.

O assunto é sobre relacionamento…

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Não posso dizer que tive muito relacionamentos porque vou estar mentindo, e uma das ideias desse blog é sinceridade em primeiro lugar. Tive meus namoradinhos de escola, as paqueras de faculdade e academia. Tive namoros que duraram de 1 mês à quase 10 anos. Hoje resolvi “entrar” no túnel do tempo e me recordar um pouco de como as coisas eram. Acho que só um dos meus ex não virou amigo, tá… Digamos que meus ex não são meus amigos, mas estão no meu facebook, isso conta? Como explicar? As relações acabaram, mas o ódio não prevaleceu e nenhum dos casos. Acho isso saudável, não quero ser a melhor amiga do meu ex e garanto que ele também não quer ser meu melhor amigo.

Voltando ao túnel do tempo, gente… Como era bom namorar! Como era bom ficar na ansiedade de ir para a faculdade no dia seguinte para encontrar o namorado. Como era bom sair da faculdade juntos, e por mais que não tivéssemos grana na época, ficávamos sentados na praça namorando e batendo papo. Quem não gosta disso? As vezes um lanche na lanchonete da faculdade valia por um jantar romântico em um dos restaurantes mais caros do Brasil. Um simples gesto, uma palavra de carinho, um “Estava com saudades” nos reencontros, um boa noite por SMS (Sim, sou velha, sou da época da mensagem de texto), uma ligação antes de dormir só para ouvir a voz. Sensação melhor não existe.

Eu não sei porque isso muda… Na verdade, eram os ex que faziam isso, então não sei se isso continuaria até hoje ou não. Digamos que já estão todos casados, então talvez isso pudesse ter continuado.

Sabe aquela vontade de estar junto? De ver o tempo todo? De querer ir no cinema “assistir” o pior filme do mundo, mas com o objetivo de estar com a pessoa que você ama? Eu não sei o que é isso… Não sei MAIS o que é isso.

Quem leu até aqui pode estar se questionando agora:

– Ahhhh, que blog ridículo, entrei aqui para ler confissões de uma “velha” em crise!!! 

Cara, desculpa, meu intuito não era esse, mas como citei lá no início, esse post é um desabafo. Um desabafo que muita gente não tem coragem de fazer cara a cara, porque isso pode ser o ponto final de um relacionamento. Então por medo ou comodidade, você fica postergando e não o faz.

Eu conheço casais que são felizes de verdade, mesmo com todo os percalços encontrados no caminho. A felicidade é real. É aquele relacionamento “divertido”, sem cobranças (porque não precisa), é aquele relacionamento espontâneo. É você chegar em um churrasco de família, sentar na roda de pessoas e começar a puxar assunto e se envolver na conversa. Esquecer a PORRA do o celular por alguns minutos. O passarinho do twitter não vai te deixar na mão e sair voando por aí se você ficar sem olhar pra ele algumas horas. É extremamente chato quando seu namorado chega na sua casa e ao invés de socializar (por mais que a pessoa seja tímida), fica sentada no sofá rolando a porra da tela do celular. Quando eu vou para a casa do namorado faço a mesma coisa para ver se incomoda, mas é um tanto faz tão grande que nem sei explicar. É como se aquilo fosse normal. Se eu for a restaurante eu mexo no celular, se for no cinema mexo no celular, andando de carro eu mexo no celular, as vezes para não socializar com a pessoa. E eu acho péssimo quando isso chega nesse ponto. A bem da verdade é que não adianta só eu ficar cobrando as coisas que me agradam, acho que ambos os lados precisam ser maduros para sentar e conversar e colocar os pontos positivos e negativos da relação para tentar chegar a um acordo onde fique bom para ambos os lados, afinal de contas uma relação é feita a dois e não a metade de ambos. É isso que acontece, acho que encontrei o ponto: Na relação só funciona a metade de ambas as partes. Aquela metade que tá acostumada e tipo Foda-se.

Há muito tempo venho dando perdido, inventando desculpas, arrumando compromissos inexistentes porque simplesmente NÃO quero ver a pessoa. Porque eu não estou apaixonada, encantada, eu NÃO AMO!

Mulher precisa se apaixonar, e são coisas tão pequenas que fazem isso. Não são presentes, não são jantares caros, não são viagens pagas, SÃO ATITUDES, PALAVRAS, CARINHO!

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O que seria o carinho? O carinho que vejo hoje é dar umas bitocas quando chega, umas quando vai embora, andar de mãos dadas pra cima e pra baixo. E as palavras? “Poxa, gosto tanto de você”, “gosto tanto de sair contigo”, “gosto tanto de fazer as coisas contigo”, “fiz xxxxxx esses dias e lembrei de você o tempo todo”. São essas coisinhas que fazem a diferença.

Eu sou totalmente apaixonada por fotos, acho que posso contar nos dedos quantas fotos tenho do meu relacionamento atual, e só um detalhe… São quase 10 anos. O que fazer quando as coisas chegam a esse ponto? O que levou a isso tudo? Por que deixamos chegar nesse ponto? Eu queria tanto ter dado netos pra minha mãe, queria que ela tivesse me visto construir uma família. Agora ela se foi… E ela não viu nada daquilo que eu queria ter mostrado. Aí começam os questionamentos: Será que se eu estivesse com fulano de tal teria sido diferente? Chegamos na fase do arrependimento. Mas agora já era, o tempo já passou, a vida passou, como dizia o mestre Cazuza “O tempo não para”.

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar

Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros”

Eu não tenho data pra comemorar, data do primeiro encontro,  aniversário de namoro, nem de noivado eu tenho. O que era especial no passado eu não tenho mais… Esperei, esperei, esperei e nunca veio. Talvez o meu erro tenha sido esperar demais. Quando digo esperar demais, eu quero dizer esperar demais mesmo! Esperei demais para tentar mudar alguma coisa, mas sabe aquela sensação de que você iria nadar, nadar, nadar e morrer na praia? Foi essa a sensação que eu sempre tive. Ah, seu eu pudesse voltar para os meus 20 anos… Tantas coisas seriam diferentes.

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Aí, você que ta lendo até aqui pode me questionar:

– Ah, acorda para a vida! Parece que você ta vendo só o seu lado da história, mas e o lado dele?

Aí eu te pergunto… E aí?

Fui!

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